terça-feira, 21 de julho de 2009

E a festa continua...ontem foi a janta em homenagem a minha vice- diretora, a querida Sônia, que depois de 30 anos de dedicação à educação, vai finalmente descansar e viver o tempo útil que ainda lhe resta.
Tudo foi muito simples, mas o afeto de todos nós tornou a festa memorável.
Vamos sentir muito a falta dela; ela é tida como a "mãezona". Pra tudo ela acha um jeito; jamais a vimos de mal-humor, tampouco deixou transparecer qualquer problema particular que a estivesse perturbando.
Amada Sônia, a convivência contigo foi o que manteve o gupo unido e sempre solidário.
É teu direito cuidar da tua vida, então vai ser feliz, amiga.
Alguns de nós ainda continuaram por mais tempo e, não ouvir as tuas brincadeiras na hora do cafezinho, vai ser muito difícil, entretanto essa é a vida: uns vão, outros chegam...
Leva contigo o nosso carinho e saudade!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Definitivo


Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
(Carlos Drummond de Andrade )

As garotas do Gonça!!

Antes de regressarmos, a dança final!



















Meu fim de semana foi Mara!
Fui para a fazenda de uma colega ( trabalhamos na mesma escola ), mais que isso, uma amiga. Fica em Osório. O lugar é belíssimo. Ela organizou uma pequena festa só para mulheres; amigas seletas.
Bebemos, comemos e dançamos muito.
Não poderiam faltar as apresentações artísticas, é claro.
No outro dia fizemos uma caminhada, para respirar ar fresco e nos desintoxicarmos, pois, na volta, nos esperava um churrasco de carneiro, entre outras iguarias que foram preparadas especialmente para nós.
Foi inesquecível...
Obrigada, amiga pela bela recepção.



































































terça-feira, 14 de julho de 2009

Até que enfim o recesso escoalr está chegando. Estou muito cansada; não é fácil trabalhar 60h e ainda estudar. ( mesmo que seja para realização pesssoal )
Essa é a biblioteca onde trabalho no turno da noite. O lugar é muito agradável. Nele encontro tempo para corrigir provas e trabalhos dos alunos, bem como realizar minhas tarefas do curso de Espanhol. Além disso, meus colegas e equipe diretiva são nota 1000.

Uma diva no céu



A lua formosa,
Vestido prateado,
O rosto pintado,
Surgiu lá no céu.
É esplendorosa!

A lua charmosa,
Se enche de jóias:
São pedras preciosas,
E muito valiosas.
Cabelos sedosos
Sempre adornados.
Com fita de prata,
Tal qual uma fada.

É esplendorosa!

Etérea criatura,
Os seres celestes,
Te querem amar,
Eis um mistério,
Com qual desses seres
Tu vais te casar...

domingo, 12 de julho de 2009

Vinho: sempre uma boa pedida!










Prove os melhores vinhos chilenos onde eles são produzidos.
(Thais Lancman)

Divulgação

Casa Silva produz os vinhos Cabernet Sauvignon chilenos mais premiados internacionalmente
Enquete
Qual vinícola você gostaria de visitar?
Casa SilvaEstampaLas Niñas
Muitos brasileiros já se acostumaram com a forte presença de vinhos chilenos nos restaurantes do país. Porém, poucos sabem que é possível - e muito fácil - conhecer a origem deles: a Rota dos Vinhos do Vale de Colchagua, responsável por uma parcela importante da produção, começa a menos de 200km de Santiago, capital do Chile. Não faltam histórias de turistas que se apaixonam pela região e voltam com frequência para provar novos vinhos. No caso da família francesa Dauré, porém, a decisão foi mais radical: oito mulheres da família visitaram o Chile em 1996 e gostaram tanto de Colchagua que acabaram comprando terras, dando início à vinícola Las Niñas. O toque feminino está em tudo que envolve os vinhos das mulheres Dauré, a começar pelos rótulos, ilustrados com um pequeno sapato de salto alto. Na visita à adega, nota-se o bom-gosto que elas tiveram ao contratar um famoso arquiteto chileno para realizar o projeto. Além disso, de outubro a maio Las Niñas convida turistas a fazerem piqueniques e passeios de bicicleta nas dependências da vinícola.

Experimente o Tacón Alto, chardonnay medalha de ouro no concurso "Vinhos do Chile" de 2007. A história de amor entre franceses e Colchagua é bastante antiga. A primeira adega da região foi construída por um francês, Emilio Bouchon, em 1892. Hoje, no mesmo lugar descendentes de Bouchon administram a Casa Silva, que produz os vinhos Cabernet Sauvignon chilenos mais premiados internacionalmente. A vinícola Estampa compete com a Casa Silva pelo título de mais antiga da região. Administrada pela família González desde o fim do século XIX, ela foi totalmente reconstruída, e possui edificações modernas para armazenar e produzir seus vinhos
Além de conhecer todo o processo de produção e degustar diferentes tintos, após o tour é possível criar a sua própria bebida, basta reservar com antecedência.

A Arte de Viver


Viver é a melhor arte que realizamos.
Ao longo da nossa vida vamos escrevendo um livro, isto mesmo, um livro escrito por nós, não com canetinha hidrocor, giz de cera ou caneta bic, mas um livro escrito por nossas atitudes, pelos nossos gestos, pelos nossos sorrisos ou lágrimas, pela nossa caridade, nossa auto-estima e amor ao próximo.
Como está o seu livro? Em que página você parou? O que você quer ainda escrever daqui para frente? Será que depois de ter vivido todos estes anos dá para continuar com a mesma história, ou será que é preciso repensar algumas "frases" e corrigir alguns erros
Lembre-se, sempre é tempo de mudar, de fazer a nossa vida acontecer, mas acontecer cada vez com mais qualidade, com força e fé.
Continue vivendo, mas dizendo sempre sim à VIDA, com coragem, serenidade e inteligência. Você pode e deve fazer melhor; não melhor que os outros, mas melhor do que você fez até aqui.
Seja Feliz!
( Desconheço o autor)

sábado, 11 de julho de 2009

Momentos de felicidade!


Esta semana que se encerrra foi, para mim, maravilhosa.
Conclui um Seminário de Literatura que iniciou na quarta retrasada. Palestraram escritores locais bastante conhecidos e de grande importância para a comunidade voltada para a intelectualidade. Alguns eu já conhecia pessoalmente, outros apenas de nome ou, ainda, por ter lido alguma de suas obras.
Entre um encontro e outro, houve almoço regado a vinho e muito bate-papo. Posso dizer que foi "prazer através da oralidade", fosse pelas falas dos escritores ou pelas coisas boas que comemos e bebemos nos intervalos.
Para finalizar, estive tomando um café com uma pessoa que me é especial; fazia algum tempo que não nos víamos. Apesar do pouco tempo que estivemos juntos, foi bom demais. É nesses momentos que nos damos conta o quão importante é o que representamos para os outros. É bom saber que, embora não tenhamos contato o tempo todo com alguém, há laços muito fortes que unem os nossos sentimentos de bem-querer em relação ao outro.
Meu desejo é permanecer na mente e no coração de todos aquelas pessoas que passaram pela minha vida, ou daqueles que continuam presentes.
As fotos abaixo são do encerrramento do curso de Espanhol.
Na verdade, temos mais um semestre para aperfeiçoar a gramática e a conversação. Aí, sim, faremos um "gran final".
Já estou com saudades dos meus colegas. Adoro a todos!










sexta-feira, 10 de julho de 2009


A Amizade...


É isso que nos une, apesar de nos encontrarmos, geograficamente, distantes.

Desejo a todos um excelente fim de semana!!

Ainda que te vás, teu corpo estará impregnado de mim


Se é esse o teu desejo,
Então vai.
Implorei para ficares,
Foi em vão.
Esqueceste das promessa
Que um dia me fizeste,
Porém, não esquecerás jamais
Desse corpo moreno, ardente
Que te pertenceu.
De quando em teus braços
Toda nua, eu era só tua
E me possuias,
Quase com fúria,
E o meu corpo, esgotado,
Desfalecia depois do prazer..
Vai, segue o teu caminho.
Leva contigo o meu cheiro,
De fêmea no cio.
E quando na cama,
Estiveres com outra,
É de mim que lembrarás,
Sussurrando em teu ouvido
Palavras de amor,
E de nós, arfantes,
Enquanto esperávamos
O momento supremo:
A hora do gozo,
E depois, saciados,
Dormíamos abraçados
Esquecidos do tempo.
Vai!
E se a saudade machucar
Teu coração,
Não voltes.
Será tarde.
Aprendi a amar,
Mas não a perdoar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

SONHO ERÓTICO


Essa noite eu tive um sonho
E nele estava você.
Parecia tão real!
Estávamos em nosso ninho de amor.
Seus lábios roçavam os meus
Num gostoso jogo de sedução.
Nossas línguas se tocavam,
E as nossas salivas,
Docemente, se mesclavam
Em nossas bocas.
Suas mãos nervosas
Exploravam cada parte do meu corpo,
Desvendando o mistério
De todo o meu ser,
Sedento de desejo
Pelas suas carícias,
Pelo toque suave dos seus dedos,
E eu perdida em seus braços,
Nos seus abraços,
Ansiava por sentir
Seu gozo quente dentro de mim,
No mesmo instante em que,
No ápice do prazer,
Também eu me entregava
Deliciosamente,
Sem nenhum pudor,
A você que é a razão
Do meu viver.

domingo, 5 de julho de 2009


Um novo olhar para a vida


Vou recomeçar...
Passar uma borracha no passado,
Aterrisar no presente,
Me reiventar no futuro.
Vou me transformar
Num ser diferente,
Mais autêntico.
Preciso ser mais receptiva
Àqueles que me cercam.
Descobri um mundo mágico,
Do qual estive distante,
Por um tempo longo demais.
Nele encontrei um tesouro
Que se chama Amizade,
Sincera ,verdadeira.
Ela sempre esteve lá,
Eu é que me esquivava dela,
Absorta em meus problemas.
Hoje, encontro rostos amigos.
Eles sorriem para mim
E eu estendo meus braços
Para acolhê-los e dizer:
Obrigada, amigos, por confiarem
Que um dia eu renasceria das cinzas,
Como a Fênix,
Mais consciente,
Mais humana.

Crônica


A força das palavras



Quantos de nós param para pensar na força que as palavras têm? O poder de uma palavra é maior do que imaginamos.
Dependendo do contexto em que é empregada,pode trazer equívocos.Em alguns casos,enormes constrangimentos.E o que é pior,magoar, irreparavelmente,pessoas sensíveis.
Assim como podem elevar a auto-estima de alguém,podem destruí-la.
Colocado dessa forma, parece até que as palavras possuem "vida própria"e autonomia para gerenciar a vida dos humanos.
De uma certa forma,é bem possível que a elas tenha sido outorgado esse direito,todavia, não podemos nos esquecer de que a palavra, em sí, carregaum significado conceitual, sozinha é "inofensiva".Há que haver uma tessitura de outros elementos para que ela possa expressar,exatamente, o que propõe.
Fundamental é, então,tomarmos precauções quando enunciamos a palavra, seja ela expressada de forma escrita ou oral, para que não ocorram situações que deem margem a interpretações dúbias,salvo nos casos em que elaseja empregada com o prósito de gerar discussão sobre o seu sentido, em dada circunstância,ou ainda, para suscitar outras,que, por ventura,possam surgir.
Temos que considerar que os próprios meios utilizados para expressarmos nossas idéias podem criar situações contraditórias.Um exemplo disso são algumas mensagens enviadas por e-mails cujo conteúdo quase sempre é desprovido de pontuação correta,o que pode fazer com que o receptor interprete - as, diferentemente da intenção original que teve o emissor ao digitá-la.
De qualquer modo, devemos lembrar que nossa Língua materna é muito rica em vocabulário,o que nos oportuniza escolher, com propriedade,as palavras adequadas para cada situação,sem corrermos o risco de sermos mal interpretados.
Se não é bem assim...bem poderia ser.

quinta-feira, 2 de julho de 2009


Tô indo...

Hoje eu vou sair de casa,
Levando na mala bastante saudade,
Levo também o meu violão,pra não sentir solidão.
Vou parar no botequim da esquina e beber uma pinga,que é pra não perder o costume.
Tenho que me despedir da turrma,antes que o ônibus da 11h chegue,
Se eu o perco, só amanhã de manhã,como diz a música do Adoniran Barbosa.
Mas não posso demorar; corro o risco do meu senhorio me encontrar
Aí, tô ferrado: devo dois meses de aluguel.
Fazer o quê...fiquei desempregado.
Não sou de enganar ninguém; sou do bem.
Acontece que não escutei meu pai.
Ele sempre dizia que, nesse país, só político e banqueiro se dá bem na vida.
Eu, ingenuamente, quis ser doutor.
Logo desisti; não tinha vocação pra profissão.
Fui ser outra coisa.
Um dia conheci a Isaura; foi aí que me dei mal.
Logo nasceu o João, a Maria, o Pedro e a Rosinha.
Pra encurtar a história: a Isaura me mandou embora.
Disse que tava cansada de sustentar vagabundo
Eu, vagabundo...que injustiça!
Trabalhava de noite e dormia de dia; "ossos do ofício"
A minha profissão: toco violão, sou cantor, e dos bons!
A Isaura nunca entendeu o dom que Deus me deu.
Eu nasci pra alegrar os meus irmãos.
Eu dizia pra ela: meu bem, dinheiro não é tudo nessa vida.
Mas a Isaura não me compreendia.
O resto vocês podem imaginar...
Bem, tô indo; lá vem o das 11h

quarta-feira, 1 de julho de 2009


Cotidiano de um homem anônimo.


Puxo as cortinas da janela para o lado, a fim de que o sol possa penetrar na escuridão em que me encontro.Caminho meio trôpego até o banheiro, esbarrando em garrafas de uisque vazias e cinzeiros abarrotados de cigarros, espalhados pelos cantos da casa.Vou até a torneira e mergulho a cabeça debaixo da água fria; me sinto tonto e enojado ao ver toda essa bagunça por onde quer que olhe. Calmamente passo a toalha pelo rosto e, logo em seguida, me dirijo à cozinha. Encontro um vidro de Nescafé quase vazio, raspo o fundo e preparo meu café. Acendo um cigarro; é o último. Vou até a porta e fico parado, pensando na noite anterior. Eu não tenho família e nem amigos. Frequentemente, carrego pra casa garotas que encontro em bares e boates que entro,e o resultado é sempre esse: garrafas jogadas aqui e ali, cinzeiros cheios, e tocos de cigarros atirados pelo tapete da sala. Desordem total. E todas as manhãs são iguais; os meus gestos e pensamentos os mesmos, e a solidão é uma constante em minha vida.Olho-me no espelho. Já não sou mais jovem. Não tenho futuro; vivo o presente e me escondo do passado.Vejo meu rosto refletido no epelho, e tenho a impressão de estar sendo espreitado, vigiado; assusto-me. Volto-me rapidamente. Não há ninguém. Deve ser o efeito da bebedeira. Ligo o rádio. Está tocando uma música que eu conheço, é antiga e melancólica. Desligo o rádio.Quantas horas se passaram, desde o momento em que acordei? Não importa.Fecho as cortinas. Abro outra garrafa de uisque. Procuro um número num caderninho. Chamo alguém pelo telefone. A voz feminina, do outro lado, me responde:daqui a quinze minutos estarei aí. Largo o telefone e espero...