terça-feira, 6 de julho de 2010

Uma grande mulher; uma talentosa pintora

Frida Kahlo (México)
Nascimento: 6 de julho de 1907
Coyoacán, México
Morte: 13 de julho de 1954 (47 anos)
Coyoacán, México
Nacionalidade mexicana
Ocupação: pintora
Movimento estético surrealismo


Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, mais conhecida como Frida Kahlo (Coyoacán, México, em 6 de julho de 1907 - Coyoacán, 13 de julho de 1954), foi uma pintora mexicana.



Mensagens de Amor 

Eternas saudades!

Mensagens de Amor

Um bom pretexto

O convite para o sorvete
Foi só pretexto,
Para um flerte.
O desfecho:
Doces beijos,
Jhane Sena Flor Amor Perfeito
Com gosto
De Amor-perfeito

Fito Paes e Mercedes Sosa - Vengo a ofrecer mi corazón

11 y 6 Fito Paez - Videoclip

Que doçura de poema ( do Blog "Asas róseas"

sábado, 19 de junho de 2010

Marina Colasanti

Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

A Flor Máis Grande do Mundo (José Saramago)

Vestígios da dor...

No rosto, marcas do Tempo,
Na alma, vestígios do Sofrimento.
No coração ferido, um pedido de Socorro!lluvia.sm@otmail.com

Amor juvenil

Arrepios de frio, coração febril,
Arroubos, sonhos pueris...
ve  se o bolha tinha coragem de te beijar assim:Um amor juvenil!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Romances


Terra do pecado, 1947
Manual de pintura e caligrafia, 1977
Levantado do chão, 1980
Memorial do convento, 1982
O ano da morte de Ricardo Reis, 1984
A jangada de pedra, 1986
História do cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio sobre a cegueira, 1995
Todos os nomes, 1997
A caverna, 2000
O homem duplicado, 2002
Ensaio sobre a lucidez, 2004
As intermitências da morte, 2005
A viagem do elefante, 2008
Caim, 2009

Mais uma tristeza para mim: a morte dele!

José Saramago, um Prêmio Nobel da Literatura que promoveu a rebeldia


18 Jun 2010 (AFP) -O escritor português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura 1998 que faleceu nesta sexta-feira aos 87 anos de idade, é autor de densos romances que ficam no limite do fantástico e que convidam o leitor a rebelar-se contra o status quo mundial.
Ele nasceu em novembro de 1922 na aldeia de Azinhaga (centro de Portugal). Filho de agricultores sem terra que imigraram para Lisboa, abandonou a escola aos 12 anos para receber formação de serralheiro, um ofício que exerceria durante dois anos.
Depois de um primeiro romance em 1947, "Terra de pecado", esperou 19 anos para publicar seu segundo livro, "Os poemas possíveis".
Enquanto isso, trabalhou na área administrativa ou em editoras e colaborou com vários jornais.
Em 1969 aderiu ao Partido Comunista, nessa época clandestino, e participou em Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974 que pôs fim à ditadura de Salazar.
Seu segundo romance, "Manual de pintura e caligrafia", foi publicado em 1977. Em 1982, quando tinha 60 anos, alcançou a celebridade com "Memorial do convento", um romance romântico ambientado no século XVIII.
Em 1992 causa escândalo em Portugal com "O Evangélio segundo Jesus Cristo", onde descrevia Jesus perdendo sua virgindade com Maria Madalena e sendo usado por Deus para estender seu domínio no mundo. A partir desse momento, Saramago deixa seu país e se instala no arquipélago espanhol das Canárias.
Em agosto de 2008, apenas recuperado de uma grave pneumonia, publicou "A viagem do elefante", seguido, um ano depois, por "Caim", que descreve de forma irônica o relato bíblico do assassinato de Abel por seu irmão Caim.
Durante a apresentação desse livro, Saramago, que descrevia a si mesmo como um " comunista libertário", causou novamente uma polêmica ao classificar a Bíblia de "manual de maus costumes".
Atualmente estava preparando um livro sobre a indústria do armamento.
"Não será sobre o Corão, mas será sobre algo tão importante quanto todos os corões do mundo: por que não há greves na indústria do armamento". "Uma greve na qual os operários digam: ''Não construímos mais armas''", afirmou, em entrevista em novembro.
"Todo mundo tem armas, vivemos numa sociedade de violência, que é aceita e a televisão está nos dizendo todos os dias que a vida humana não tem nenhuma importância", acrescentou.
Em 60 anos, José Saramago publicou cerca de 30 obras: romances, poesias, ensaios e obras teatrais.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Receita de Viver

Viver é expandir ,é iluminar.Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo .Compreender.Saber que,muitas vezes nossa jaula somos nós mesmos ,que vivemos polindo as nossas grades ,ao invés delas nos libertarmos.Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal , única.Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim.Um profundo respeito humano.Um enorme respeito a vida.Acredito nos homens ,até nos vigaristas .Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar.Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente-gostar de gostar- é que encontro em cada indivíduo o reflexo do universo .As pessoas chamam de amor ao amor -próprio .Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor .Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse ,do egocentrismo,da planificação ,do medo de perder ,da necessidade de ser correspondido ; o amor não será amor.A gente só é o que faz aos outros .Somos conseqüências dessa ação .Não fazer ...me deixa extenuado .Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida ,não se realizar.O homem deve viver se realizando.O realizado botou ponto final.Não podemos viver ,permanentemente , grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa .Acredito em milagre.Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante .Acredito no sobrenatural.O sobrenatural seria o natural mal-explicado ,se o natural tivesse explicação.Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo como prisma deformado e construirá um mundo como prisma deformado e construirá um mundo em que a lua será prioridades. Um mundo mais lua do que luar.


Pedro Bloc