segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Si tienes un paraguas, tienes un techo
Si tienes un paraguas, tienes un techo. No lo pierdas! Te faltarían las paredes para que sea una casa pero todo se andará. He visto que se venden y hay gente que los compra (como los bolis y los mecheros)pero no es necesario. El destino tiene varios preparados para tí, sólo tienes que saber esperar a que llegue el momento y estar atento, no recibirás ninguna señal. De la forma y en el momento más inesperado él estará esperándote, le mirarás, quizás no sea el paraguas perfecto pero es para tí. Su asa está deseando sentir el calorcito de tu mano. No lo dudes, no te sientas culpable de nada, el destino ansin lo quiere. Lo coges y te lo llevas! Seréis felices, él se mojará por ti y tú tienes un techo para compartir. No se te olvide que un paraguas es para dos.
( Paco Merlo Ansin )
( Paco Merlo Ansin )
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Excelente terça-feira para você!
Os dia são muito atarefados
As horas passam depressa...
Os segundos são escassos...
mas há sempre tempo de desejar
Um ótimo dia para os amigos.
As horas passam depressa...
Os segundos são escassos...
mas há sempre tempo de desejar
Um ótimo dia para os amigos.
Diário de uma sobrevivente do século XXI
Diário de bordo.
Data estelar: 21/08/2030
Daqui, de onde me encontro, observo estarrecida o que acontece no planeta Terra. Muito pouco mudou, desde a minha partida.
Os homens, de forma irresponsável , continuam devastando a sua Morada. Numa busca frenética para obter bens de consumo, que possam lhes assegurar mais conforto e "qualidade" de vida, ou todo e qualquer mecanismo que lhes proporcione prazer imediato, eles, ironicamente, estão causando a destruição do que há de mais precioso: o seu habitat; o espaço mais harmonioso que alguém dessa espécie já conheceu.
Estas criaturas, desprovidas de bom senso, apesar de todas as mazelas vividas ao longo da história da humanidade, ainda não perceberam o mal que vêm causando a si e aos outros. Egoisticamente, esquecem que num mundo globalizado nada é isolado, e por conseguinte, todos sofrem as consequências de atos - sejam eles bons ou ruins. Neste caso, em particular, me detenho nos ruins, cometidos por pessoas desprovidas de ética, que visam somente o benefício particular, mesmo que isso custe a vida de seus semelhantes.
Afinal, a vida dos seres que habitam este Planeta vale quanto? E se vale alguma coisa, por que e para quem interessa?
Analisando o que acontece atualmente, acredito que vale muito pouco, ou melhor, seu valor está diretamente ligada aos interesses daqueles que, de alguma maneira, só se importam com o que lhes traz alguma vantagem. Para eles, pessoas são objetos descartáveis, caso não sirvam aos seus interesses.
De onde estou, percebo o quanto a maioria dos seres humanos é hipócrita ( salvo rarísssimas exceções ). Se tornam extremamente prestativos, quando catástrofes, naturais ou não, arrasam países e fazem milhares de vítimas. Neste momento, acorrem multidões, solidárias à dor das pessoas desamparadas. Entretanto, há quem veja nestas desgraças um terreno fértil para por em prática o oportunismo, ganhar notoriedade e, claro, dinheiro.
Estou imune a toda esta bárbarie, porque tive a lucidez e o privilégio de poder fugir deste meio, o qual só me fez perder a fé no ser humano e por pouco, quase desacreditar de mim mesma.
Quando parti, só lamentei o fato de perder o convívio com os animais, que tanto amo e valorizo, pois neles podemos confiar integralmente. Eles nos amam incondicionalmente e jamais nos abandonam, aconteça o que acontecer.
Eu já não suportava conviver com esta gente que se autodenomina de "ser racional." Onde está a racionalidade tão propalada? Parece que ela - esta espécie - não evoluiu nada, desde os tempos em que habitava em cavernas.
Imagino que muitas tragédias estão por vir e que, num futuro ainda distante, se este Planeta tiver sobrevivido a tudo e a todos, e já então num estágio diferente, surgirão outros seres mais conscientes, mais responsáveis e, sobretudo, menos egoístas.
Não sei aonde estarei, quando as mudanças chegarem. Mas fica a esperança de que o meu desabafo ecoe pelo universo, como um alerta para as futuras gerações.
É tudo lamentável!
Encerro mais uma página do meu diário de bordo
( camilomortágua )
Data estelar: 21/08/2030
Daqui, de onde me encontro, observo estarrecida o que acontece no planeta Terra. Muito pouco mudou, desde a minha partida.
Os homens, de forma irresponsável , continuam devastando a sua Morada. Numa busca frenética para obter bens de consumo, que possam lhes assegurar mais conforto e "qualidade" de vida, ou todo e qualquer mecanismo que lhes proporcione prazer imediato, eles, ironicamente, estão causando a destruição do que há de mais precioso: o seu habitat; o espaço mais harmonioso que alguém dessa espécie já conheceu.
Estas criaturas, desprovidas de bom senso, apesar de todas as mazelas vividas ao longo da história da humanidade, ainda não perceberam o mal que vêm causando a si e aos outros. Egoisticamente, esquecem que num mundo globalizado nada é isolado, e por conseguinte, todos sofrem as consequências de atos - sejam eles bons ou ruins. Neste caso, em particular, me detenho nos ruins, cometidos por pessoas desprovidas de ética, que visam somente o benefício particular, mesmo que isso custe a vida de seus semelhantes.
Afinal, a vida dos seres que habitam este Planeta vale quanto? E se vale alguma coisa, por que e para quem interessa?
Analisando o que acontece atualmente, acredito que vale muito pouco, ou melhor, seu valor está diretamente ligada aos interesses daqueles que, de alguma maneira, só se importam com o que lhes traz alguma vantagem. Para eles, pessoas são objetos descartáveis, caso não sirvam aos seus interesses.
De onde estou, percebo o quanto a maioria dos seres humanos é hipócrita ( salvo rarísssimas exceções ). Se tornam extremamente prestativos, quando catástrofes, naturais ou não, arrasam países e fazem milhares de vítimas. Neste momento, acorrem multidões, solidárias à dor das pessoas desamparadas. Entretanto, há quem veja nestas desgraças um terreno fértil para por em prática o oportunismo, ganhar notoriedade e, claro, dinheiro.
Estou imune a toda esta bárbarie, porque tive a lucidez e o privilégio de poder fugir deste meio, o qual só me fez perder a fé no ser humano e por pouco, quase desacreditar de mim mesma.
Quando parti, só lamentei o fato de perder o convívio com os animais, que tanto amo e valorizo, pois neles podemos confiar integralmente. Eles nos amam incondicionalmente e jamais nos abandonam, aconteça o que acontecer.
Eu já não suportava conviver com esta gente que se autodenomina de "ser racional." Onde está a racionalidade tão propalada? Parece que ela - esta espécie - não evoluiu nada, desde os tempos em que habitava em cavernas.
Imagino que muitas tragédias estão por vir e que, num futuro ainda distante, se este Planeta tiver sobrevivido a tudo e a todos, e já então num estágio diferente, surgirão outros seres mais conscientes, mais responsáveis e, sobretudo, menos egoístas.
Não sei aonde estarei, quando as mudanças chegarem. Mas fica a esperança de que o meu desabafo ecoe pelo universo, como um alerta para as futuras gerações.
É tudo lamentável!
Encerro mais uma página do meu diário de bordo
( camilomortágua )
Deu "tilte "
Irriquietamente,
Caminho pelo quarto
Enquanto a minha mente
Se encontra submersa
Em pensamentos
Recorrentes e desconexos.
São fragmentos
De múltiplas histórias,
Que estão me deixando louca,
Pois não consigo descobrir
Um elo que as ligue.
Então, me questiono:
Estarei delirando,
Será tudo um pesadelo,
Ou simplesmente
Perdi a o domínio
Sobre a minha psique
E já não distigo
O real do irreal?
Tenho uma mente inquieta.
Será que ela era brilhante
E de repente deu "tilte?"
( camilomortágua )
Caminho pelo quarto
Enquanto a minha mente
Se encontra submersa
Em pensamentos
Recorrentes e desconexos.
São fragmentos
De múltiplas histórias,
Que estão me deixando louca,
Pois não consigo descobrir
Um elo que as ligue.
Então, me questiono:
Estarei delirando,
Será tudo um pesadelo,
Ou simplesmente
Perdi a o domínio
Sobre a minha psique
E já não distigo
O real do irreal?
Tenho uma mente inquieta.
Será que ela era brilhante
E de repente deu "tilte?"
( camilomortágua )
Desde sua primeira edição, o Bloco Maria do Bairro, busca resgatar o romantismo e a cultura dos carnavais de rua de antigamente, numa festa para a comunidade. Ano passado foram 5.000 pessoas curtindo esse evento super bacana que acontece aqui na Cidade Baixa.
Nesta edição do evento o homenageado será o compositor Lupicínio Rodrigues, com samba de autoria de Zeca Brito e Coelho. A novidade fica por conta da Banda do Bloco, que vai reunir 12 músicos em cima de um trio elétrico! Além disso marca a presença: a Bateria Mirim do da Baronesa, formada por 70 crianças da comunidade do Areal, o desfile da Banda da Saldanha, e a presença do Rei Momo e de sua corte.
Programa imperdível!
Nesta edição do evento o homenageado será o compositor Lupicínio Rodrigues, com samba de autoria de Zeca Brito e Coelho. A novidade fica por conta da Banda do Bloco, que vai reunir 12 músicos em cima de um trio elétrico! Além disso marca a presença: a Bateria Mirim do da Baronesa, formada por 70 crianças da comunidade do Areal, o desfile da Banda da Saldanha, e a presença do Rei Momo e de sua corte.
Programa imperdível!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Pacto transitório
domingo, 31 de janeiro de 2010
IMAGINARIAMENTE REAL
num mundo horizontal
aconchegante e retangular
surgem outros mundos
imaginariamente reais
caminhamos, corremos pulamos
Conhecendo viajamos
Outros mundos que surgem
do nada
de tudo
onde mergulhamos, voamos
embalando filhos
Coração Acariciando
o mundo que queremos
O mundo onde podemos
viver realidades virtuais
que nos estimulam
puxam, empurram
Seguir para
o tudo
Onde tudo
é você
RICARDO BLAUTH Garopaba
aconchegante e retangular
surgem outros mundos
imaginariamente reais
caminhamos, corremos pulamos
Conhecendo viajamos
Outros mundos que surgem
do nada
de tudo
onde mergulhamos, voamos
embalando filhos
Coração Acariciando
o mundo que queremos
O mundo onde podemos
viver realidades virtuais
que nos estimulam
puxam, empurram
Seguir para
o tudo
Onde tudo
é você
RICARDO BLAUTH Garopaba
sábado, 30 de janeiro de 2010
Amor
Amor
Grata ventura de querer
Feliz
De quem consegue amar alguém
Ama
Que o amor é um hino
Vive
Que amar é viver
E não esquece
Que o coração também fenece
Pois não viceja a rubra flor
Sem o orvalho do amor
( Antenógenes Silva e Ernani Campos )
Grata ventura de querer
Feliz
De quem consegue amar alguém
Ama
Que o amor é um hino
Vive
Que amar é viver
E não esquece
Que o coração também fenece
Pois não viceja a rubra flor
Sem o orvalho do amor
( Antenógenes Silva e Ernani Campos )
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Morre o escritor de 'O Apanhador no Campo de Centeio' J. D. Salinger
Aos 91 anos ele morreu de 'causas naturais' em New Hampshire nos EUA
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 16:31
J. D. Salinger, autor de 'O Apanhador no Campo de Centeio' morreu aos 91 anos de idade
O escritor J.D. Salinger morreu aos 91 anos, "de causas naturais", em sua casa em New Hampshire, nos EUA.
Recluso havia muitos anos, o escritor não dava entrevistas nem se deixava fotografar. O seu livro mais conhecido, "O Apanhador no Campo de Centeio", foi lançado em 1951.
O personagem principal do livro, o adolescente Holden Caufield, se tornou símbolo da geração de jovens do pós-guerra. A obra foi um sucesso mundial, e vendeu mais de 60 milhões de cópias em todo o globo.
O anúncio da morte foi feito pelo filho do autor, a partir de um comunicado emitido pelo representante literário de Salinger, nesta quinta-feira (28/01).
Aos 91 anos ele morreu de 'causas naturais' em New Hampshire nos EUA
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 16:31
J. D. Salinger, autor de 'O Apanhador no Campo de Centeio' morreu aos 91 anos de idade
O escritor J.D. Salinger morreu aos 91 anos, "de causas naturais", em sua casa em New Hampshire, nos EUA.
Recluso havia muitos anos, o escritor não dava entrevistas nem se deixava fotografar. O seu livro mais conhecido, "O Apanhador no Campo de Centeio", foi lançado em 1951.
O personagem principal do livro, o adolescente Holden Caufield, se tornou símbolo da geração de jovens do pós-guerra. A obra foi um sucesso mundial, e vendeu mais de 60 milhões de cópias em todo o globo.
O anúncio da morte foi feito pelo filho do autor, a partir de um comunicado emitido pelo representante literário de Salinger, nesta quinta-feira (28/01).
BONECOS DE PANO ( Delasnieve Daspet )
Eis-me, de novo, matutando sobre a vida...
Vejo tanta banalidade:
Se desdobram para ver qual o pior,
O governo, políticos, povo, sociedade.
De repente é como se nada valesse a pena.
Questiono se a própria vida
Vale algo?
São tantos os desmandos que
Acho que nada vale absolutamente nada!
O homem estendido no chão, ensangüentado,
a árvore cortada pela raiz,
dobrados em si,
como bonecos de pano,
me dá a exata noção da nossa precariedade!
Uma bala perdida;
Um carro desgovernado;
Adolescentes bêbados;
Governo sem rota, sem prumo;
Ladrões saindo pela ladrão...
Corram.... a policia vem chegando!
Fatos assim
Nos mostram no dia a dia
A nossa não serventia.
E como bonecos de pano,
somos jogados, ceifados,
quando alguém supõe que já não servimos.
A nossa revelia nascemos.
Não temos escolha.
Num momento supremos somos gerados,
crescemos e morremos como árvores
que tombam cortadas, jogadas, queimadas.
Eis-nos no limbo, ao léu.
No céu aberto em exíguo espaço
Reclamando nossos momentos tão curtos,
Que acabam em espasmos,
No surdo barulho da morte...
Descartados sem o menor cuidado,
Sem piedade,
Sem ninguém,
Amassado, amorfo...
Morto - já não vota nem escolhe,
Pobre humano!
Hoje, se chover, seja feliz com a chuva que molha os campos, varre as ruas e limpa a atmosfera.
Se fizer sol, aproveite o calor.
Se houver flores em seu jardim, aproveite o perfume.
Se tudo estiver seco, aproveite para colocar as mãos na terra, plantar sementes e aguardar a floração.
Hoje não arrume desculpas... Seja felizzzz de qualquer jeito!
Lembre-se de que a única fonte de felicidade está dentro de nós e deve ser repartida.
Repartir nossas alegrias é como espalhar perfume sobre os outros:
Sempre algumas gotas acabam caindo sobre nós.
Se fizer sol, aproveite o calor.
Se houver flores em seu jardim, aproveite o perfume.
Se tudo estiver seco, aproveite para colocar as mãos na terra, plantar sementes e aguardar a floração.
Hoje não arrume desculpas... Seja felizzzz de qualquer jeito!
Lembre-se de que a única fonte de felicidade está dentro de nós e deve ser repartida.
Repartir nossas alegrias é como espalhar perfume sobre os outros:
Sempre algumas gotas acabam caindo sobre nós.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
SUPERE-SE ...
Um Ipê Amarelo foi cortado e seu tronco foi transformado em um poste. Após o poste ser fincado na rua, foram instalados os fios da rede elétrica.
Eis que a árvore se Rebela contra a maldade humana e resolve não morrer. Mas a reação foi pacífica, bela e cheia de amor. Rebrotou e encheu-se de flores. Assim é a natureza ... vencedora!
Porto Velho - Rondônia - Brasil
(See attached file: Ipe + amarelo1111.jpg)
O semeador de estrelas é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia.
Durante o dia pode até passar despercebida, um bronze a mais, herança da época soviética.
Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título.
Com a escuridão seu nome passa a fazer sentido.
"A imaginação é mais importante que o conhecimento." Einstein
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Massacrante Felicidade dos Outros...
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde
coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo
queixume sem razões muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com
profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro
delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo
estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta
Antonio Cícero, uma música que dizia: Eu espero/ acontecimentos/ só
que quando anoitece/ é festa no outro apartamento? .
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito
animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha
convite. É uma das características da juventude: considerar-se
deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam
ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada
na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é
infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os
notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas
angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas
fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes
paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão
animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que estamos todos no mesmo barco, com
motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no
escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro
raramente são divulgados pra consumo externo.
Todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores, social e
filosoficamente corretos. Parece que ninguém, nenhum deles, nunca
levou porrada. Parece que todos têm sido campeões em tudo.
Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e
olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta
overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
Nesta era de exaltação de celebridades reais e inventadas fica
difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias,
desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa
biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de
Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?
Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão
de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola
cada vez que você sai de casa? Será bom só sair de casa com alguém
todo tempo na sua cola a título de segurança? Estarão mesmo todas
essas pessoas realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só
você está em casa, lendo, desenhando, ouvindo música, vendo seu time
jogar, escrevendo, tomando seu uisquinho?
Tenha certeza que as melhores festas acontecem sempre dentro do nosso
próprio apartamento.
Martha Medeiros, gaúcha, 44 anos,Jornalista e Poeta.
coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo
queixume sem razões muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com
profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro
delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo
estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta
Antonio Cícero, uma música que dizia: Eu espero/ acontecimentos/ só
que quando anoitece/ é festa no outro apartamento? .
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito
animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha
convite. É uma das características da juventude: considerar-se
deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam
ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada
na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é
infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os
notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas
angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas
fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes
paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão
animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que estamos todos no mesmo barco, com
motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no
escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro
raramente são divulgados pra consumo externo.
Todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores, social e
filosoficamente corretos. Parece que ninguém, nenhum deles, nunca
levou porrada. Parece que todos têm sido campeões em tudo.
Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e
olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta
overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
Nesta era de exaltação de celebridades reais e inventadas fica
difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias,
desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa
biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de
Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?
Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão
de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola
cada vez que você sai de casa? Será bom só sair de casa com alguém
todo tempo na sua cola a título de segurança? Estarão mesmo todas
essas pessoas realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só
você está em casa, lendo, desenhando, ouvindo música, vendo seu time
jogar, escrevendo, tomando seu uisquinho?
Tenha certeza que as melhores festas acontecem sempre dentro do nosso
próprio apartamento.
Martha Medeiros, gaúcha, 44 anos,Jornalista e Poeta.
Adorei,Marlene!
Na Queda de um Aguaceiro,
Um Rosto salpicado
Com gosto a Liberdade!
Um Correr desenfreado
Num grito de Genuinidade!
Um Louco chapinhar
Sem cair na Banalidade!
By Planeta M
Um Rosto salpicado
Com gosto a Liberdade!
Um Correr desenfreado
Num grito de Genuinidade!
Um Louco chapinhar
Sem cair na Banalidade!
By Planeta M
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
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